Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a produção de azeite deverá registar nesta campanha um valor recorde, aumentando 46% face a 2019. Em contrapartida, a área de cereais de Inverno, penalizada pela seca, poderá apresentar “mínimos históricos”.

A campanha oleícola de 2021, “é a mais produtiva de sempre, devendo alcançar os 2,25 milhões de hectolitros de azeite”. Este máximo de produção acontece, no entendimento do INE, devido às “condições meteorológicas favoráveis, principalmente na floração e vingamento dos frutos, aliadas ao facto de ser um ano de safra”. Além disso, o azeite produzido “apresenta boa qualidade, com baixa acidez e boas características organolépticas”.

Este cenário contrasta com a produção de cereais, penalizada pela seca, onde “se registam impactos, quer na diminuição das áreas semeadas (previsivelmente a menor dos últimos cem anos), quer no fraco desenvolvimento vegetativo das searas de sequeiro”. 

O INE aponta que, além dos aspectos agrometeorológicos, “o forte aumento do preço dos meios de produção poderá também ter contribuído para a diminuição das áreas dos cereais praganosos”. Acrescenta que “esta conjuntura desfavorável veio reforçar a tendência de perda de importância dos cereais de Inverno para grão, prevendo-se uma área global a rondar os 103 mil hectares, a mais baixa dos últimos cem anos”.



23-02-2022

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