A União Europeia, no seu Boletim Anual sobre Perspectivas Agrícolas, apresenta projecções para uma ampla gama de produtos agro-alimentares, incluindo carne, culturas arvenses, leite e produtos lácteos e frutas e legumes.


Da análise do boletim podemos salientar o forte crescimento esperado na produção e consumo de aves de capoeira, sendo este o único tipo de carne a registar crescimento. Por parte dos produtos lácteos tradicionais, como o queijo, o consumo deverá continuar a crescer.

Segundo o mesmo estudo, até 2030, o consumo de carne da UE irá diminuir, passando de 69,3 kg per capita em 2018 para 68,6 kg em 2030. Esta diminuição será impulsionada pelo decréscimo do consumo de carne bovina pois, no que diz respeito à carne de ovino e caprino, graças a melhores retornos para os produtores, manutenção do suporte acoplado e procura doméstica sustentada, a produção aumentará entre 2018-2030, atingindo 950.000 t em 2030, em comparação com 903.000 t em 2018.

Segundo as mesmas projecções, durante esse período, o crescimento da população e do rendimento impulsionará o maior consumo de produtos lácteos e a procura global por importações. Até 2030, a UE poderá fornecer cerca de 35% da procura mundial, com ênfase nos produtos de valor acrescentado (indicações orgânicas, geográficas, etc.). As exportações de produtos lácteos da UE deverão crescer, em média, em cerca de 330.000 t de leite equivalente por ano. Quanto ao mercado da UE, seriam necessários cerca de 900.000 t de leite adicional por ano para satisfazer o seu crescimento para os produtos lácteos tradicionais, que são principalmente os queijos.

A produção de leite da UE deverá registar um aumento modesto em relação a 2018-2030, com uma média de 0,8% por ano.

O Boletim prevê, também, uma diminuição do total de terras agrícolas na UE, embora a um ritmo mais lento do que na década passada, de 178 milhões de hectares em 2018 para 176 milhões de hectares em 2030. De acordo com esta tendência, os cereais, pastagens permanentes e as plantações deverão diminuir ainda mais no período até 2030. Em contraste, a terra usada para forragem aumentará ligeiramente, chegando a 22 milhões de hectares em 2030.




28-12-2018

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