No decorrer do presente ano, os orizicultores do Baixo Mondego que se encontram abrangidos pelos apoios do Estado à produção sustentável, vão poder realizar as culturas de arroz com apenas 90 quilos de semente certificada por hectare.


Em resposta ao pedido da ADACO – Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra, filiada da CNA, o Governo autorizou, a título excepcional, que no ano de 2019, a quantidade mínima de semente certificada das variedades de arroz carolino “Ariete” e “Teti”, possa ser reduzida de 120 quilos para 90 quilos por hectare.

A Associação verificou que a maioria dos orizicultores estavam com as suas sementeiras em risco, e que a única solução viável seria a diminuição da quantidade de arroz selecionado por hectare.

Isménio Oliveira, coordenador da ADACO, refere que devido à redução da produção de semente certificada das qualidades “Ariete” e “Teti”, nos países fornecedores, em Portugal “não há em quantidade suficiente arroz certificado das duas principais variedades que se semeiam no Baixo Mondego. As outras qualidades existentes no mercado não são compatíveis com os nossos solos, a sua produtividade é muito baixa e a indústria não quer este arroz”,

Desta forma, o Despacho n.º 15/DG/2019, emitido no passado dia 10 de Abril de 2019, considera que “importa não penalizar os orizicultores potencialmente afectados por esta contingência”. 



23-04-2019

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